terça-feira, março 31, 2009

Tocar-te

Revejo-me na colher do café.
A textura, a curva que apresenta, a sujidade, o odor e a funcionalidade que tanto invejo.
Expiro a sua existencia num rodar constante no vício de todos os santos.
Retiro da sua existencia com a minha sedosa língua os restos que ficara num tique prevertido e tarado enquanto me observavas por de trás da minha mão.

O que existe não passa de uma ilusão. A realidade é um sonho, na nossa mente o seu palco, na sua envolvencia os seus actores. Vida...

Objecto tão sedutor esta colher, perfeita para a sua função, imperfeita para o resto. Unica e exclusiva para akele gesto. Construida para ser inundada no meu vicio que tanto partilhamos.
Olho para ti meu precioso e semi brilhante objecto, agradecendo a tua existencia e desejando-te que repouses bem no pires do teu sossegado companheiro.

O que me rodeia não existe. O que de mim vivo está, é a dor do físico ignorado, desprezado, posto para canto, rejeitado como se já fizesse parte do meu ser, esta dor constante.

Lamento colher está na hora de amar a tijela que violaste com a minha permissão. Encosto-a aos meus lábios suplicantes pelo toque da refinada porcelana, e deixo o líquido descer num prazer constante de sentimentos nos quais desejaria que não tivesse fim.
Fecho os olhos e afundo-me nos sonhos delirantes que me provocas. O meu corpo chama por ti, deseja-te mais. Quer-te sentir através dos meus 5 litros de sangue em velocidades vertiginosas. Quero fundir-me cntg sem aguardar 15 minutos . Sem esperar mais.

O espaço não passa de uma palvra, as palavras não passam de símbolos e os símbolos não passam de cultura. Cultura... Vomito nela como vomito na sociedade. Vomito em tudo o que compreendo.

Não percebo esta paixão efemera por ti colher. O veneno já terminou. Deixou-me a tijela vazia.
Não necessito mais de ti, não me fazes sentido. Aguardo por quem ta recolher. Aguardo que quem quer que seja, seja alguem que aguardarei até ao fim da tua recolha. Despedindo-me de ti e violando ferozmente numa ode de asfixiante sexo quem te tirou de mim.

Adeus fraca existencia .

Adeus colher...

segunda-feira, março 30, 2009

"Sinto a tua falta meu amor, desejo-te em pensamento, necessito do teu corpo, junto ao meu. Necessito do teu olhar sobre o céu. NEcessito de ti. O quanto me obrigo a dizer que acabou, que nunca mais vais querer-me. O quanto me deixa abatido que perdi a minha opurtunidade.TEnho tantas saudades de trabalhar contigo, de discutir ideias, desenhos. Ir ao cinema, caminhar cntg, tinha tanto prazer nesse tempo que passava, passava a correr..."

De Manuel Guedes, Confusão

De tudo o k sinto grito este excerto.