quarta-feira, novembro 19, 2008

Dilema

Um erro... e uma discussão
Dois erros... e um conflito
TrÊs erros e muitos insultos
Quatro erros e já não há perdão!

Atribuição de culpas por uma falha nossa, é um desvio de responsabilidades que nos alivia e nos acalma...
Mas tudo é falso, pois o que nos acalma é, termos o perdão e poder corrigir o que supostamente já não há perdão.

Querer voltar atrás e aproveitar melhor o k tinha para aproveitar...
Sentir-me frustado por ter esta ideia... e saber k não a aproveitei... sentir-me fora de mim por não te respeitar, quando deveria... por muito k isso me fizesse confusão e me tirasse toda a paciencia agindo como sempre agi de sangue quente....

Insegurança! Esta está num canto encostada a uma parede, onde o sol não bate e a sombra foge. Sentimento de inutilidade de insatizfação, de frustação, de horas perdidas para k no fim tudo acabe num vazio silencioso onde o passado é uma simples memória de uma ilusão que se modifica conforme a nossa imaginação. E o futuro ?

Olhar para o futuro é como desejar estar bem. Estar feliz, estar sorridente ... estar somente.
Mas o que é isso do futuro senão uma definição subjectiva de algo que não conhecemos mas iremos conhecer sem saber que já tinhamos conhecido.

Coragem para tal acto de perversidade de enfrentar o que está ainda para vir, sofrendo pelo que já passou, é levar mais carga numa carroça podre a desfazer-se.

A história nunca desaparece. E o esquecimento é puro ilusório de uma necessidade que ansiamos para que não nos atormente em momentos inopurtunos.

A vontade de estar com alguem... partilhar a vida, estar com essa pessoa e essa pessoa estar connosco sentindo-se parte de nós e nós parte dela é um espaço a mais para que a bagagem possa ser bem distribuida e o peso do passado partilhado... O futuro esse será menos desejado pois só o Presente é k entra em tal forma de união de facto.

Mas ficar só, e só, ter que estar... É desejar não entrar no Futuro.
Pois aí o vazio prepétua numa mágoa encarecida de lágrimas, que nos insatisfaz e retira o desejo de viver o que está para viver, reflectindo-nos na morte....

NAScemos para morrermos este é o maior facto, regra do jogo desta incapaz e frustrante estupida vida... estupida visto que nos foi concedida para vermos sofrer....

Será esse o sofrimento que os Deuses tanto desejariam? ... Será a dor assim tão desejada por eles, que nós não a somos capazes de valorizar?

Sofrer pode ser positivo pois sentimos algo... mas quando não sentimos nada já estamos mortos para a vida.

Quero sentir e não estar vivo. Será isso pedir muito?


( ...mais vale ser um postal que um falso texto escrito nele..)

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