segunda-feira, dezembro 28, 2009

Reflexão de 2009

Pior que viver uma desilusão, um desgosto um relacionamento mal sucedido ou uma familia afastada é começar uma nova vida...

Houve uma altura em que podia expressar a minha existencia como um ser feliz ingénuo com força e vontade onde tudo era possível. Estava comprometido com a rapariga mais perfeita para mim na altura que gostava de mim e rodeado de vários amigos, colegas sem ter tomado partidos ou arranjado rivalidades que fossem estupidas. Tinha melhores amigos que podia confiar, pessoas há minha volta que me entusiasmavam, férias vividas intensamente cheias de actividades e no fim... tudo acabou.

Quando achamos que não temos limites, que somos todos poderosos e tudo é uma aventura um desafio a ser alcançado e a unica adrenalina e felicidade que sentimos é quando nos supreendemos e podemos dizer que estamos integrados e mesmo assim achanmos que podemos sobressair e destacar ainda mais.... bem pisei o risco.

O excesso é algo que no final nos vai transmitir indefinição. Á primeira ruptura começamos a desconfiar de todos os que estão á nossa volta inclusivé da nossa namorada, melhores amigos etc... Se calhar isso deve-se á educação do meu pai e do meu irmão. Por outro lado a suposta ausencia de orientação da minha mae tb me influenciou em não conseguir encontrar um bom caminho. Enfim... A desconfiança é fatal.

Ao pensar que tinha um grande numero de pessoas especctaculares á minha beira comecei a sentir-me desapoiado... pois muitos não significa bons. E quando por exemplo sentimo-nos a desmaiar por muitos objectos k vemos k podiamos nos apoiar sentimos que é tarde demais para nos segurarmos a eles e parece k tudo á nossa volta se desvanece. O periodo exacto de tempo e a altura em que me ocorreu esse momento não o consigo localizar, talvez tenha sido um acumular de várias situações que não percebi na altura por ser demasiado criança e ter acordado, talvez tenha sentido que eu e a minha familia não falavamos da mesma forma... talvez começasse a sentir-me só. No entanto isso aconteceu. Quebrei-me.... e apartir daí foi tudo á minha volta todas as pessoas das quais mais me liguei foram-se desvanecendo para o oblivion (esquecimento).
Porem sentia-me ainda todo poderoso, pois começava a conseguir distinguir verdadeiros amigos e o verdadeiro sentido da palavra amizade da qual é demasiado vasta para perceber assim mas... como disse era o rei, o ser mais poderoso. Achei que podia mudar de vida, de amigos, de mentalidade, de namorada... e mudei...

As bases continuavam lá o meu passado, porem outro lado do meu passado mantinha-se presente. Fiei-me em tudo o que conhecia e não dei valor, valorizei amigos dos quais sempre tinha mas nunca os tinha inserido no meu grupo, talvez pelas mentalidades distintas. Quis conhecer novos amigos e inserir-me. Tudo resultou até uma nova Namorada.... mas tudo o que é novo parecia vir com defeito para mim como se eu mesmo com a nova vida não me sentisse agradado... No entanto esta nova vida fez-me valorizar imenso os mais importantes sentimentos muito falados pelos filmes e pelas muitas filosofias e religiões existentes. Nunca podia ter aprendido e identificado esses sentimentos se tal não me acontecesse mas de novo.... para mim... sentia-me distante de tudo o que me rodeava mesmo assim. Consegui compreender melhor as pessoas, enfim fazia um esforço redobrado, mas viver em função dos outros leva a uma falta de caracter de nós proprios. Comecei a verificar que posso ter paciencia para ouvir muitas pessoas, desabafos... tudo... mas não aguento tudo. Afinal tinha problemas graves em casa... problemas que ignorei.. ou me ocultavam.. problemas que não posso resolver... e que me esgotam por muito k não queira valorizar.
Sinto-me cansado ... confuso... onde está o certo e o errado.
Pensei e se voltasse a mudar novmente de vida... mas Não totalmente só mesmo mentalidade será que sentiria-me mais definido.

Neste momento os meus novos amigos foram-se. São somente conhecidos. A minha namorada na altura, alias a rapariga da qual me apaixonei estupidamente e com uma intensidade fora do normal foi-se. Afastou-se e nunca mais deu e quis dar notícias deixando-me supreso, apanhado supreendido, injustiçado na altura, incompreensivo. Foi uma rapariga que me marcou imenso pois ela ensinou-me muitas coisas e foi um espelho para mim. Doeu mas percebi passado uns bons meses o porquê.
A minha familia ficou confinada aos meus pais apesar dos meus irmãos sempre estarem cmg, estão a seguir as suas vidas :) fazem um bom esforço e estão a conseguir. Os meus pais... estar com eles é conhcer todos os problemas que existem na sociedade, nas relações, na politica e na religião, um mar sem fim. Que verifico que os meus pais não estão capazes de ultrapassar por muito esforço que demosntram ser... a frustação reina e "o tiro foge sempre pela culatra". O feliz é k tiveram 3 filhos sensacionais.

Neste momento tenho bons amigos. Um trabalho em part time. E várias esperanças e sonhos muito possíveis de serem realizados. A força está em mim adormecida por uma depressão contínua e geral familiar... como se todos os problemas dos meus pais fossem meus e sentir que não posso resolve-los deixa-me revoltado, fraco, triste e negativo. (Já não sou o rei do mundo nem o senhor poderoso)

Mas... tenciono seguir um caminho, o caminho da liberdade, soltar-me do que nunca me deveria ter prendido e sentir mesmo que nem todos os problemas podem ser resolvidos por mim quando estes não me dizem respeito.

Discutir, aborrecer, desiludir e entristecer é um acto normal das relações humanas, quanto mais intima for uma relação mais situações inconvenientes e discussões fortes criam, mas nunca deveremos ser egoístas nessas situações pois caso contrários sofreremos danos dos quais serão muito dificeis de curar e começaremos a manter laços deficientes por algo mal resolvido. E isto tem de ser mutuo, quando realmente a amizade é algo de importante para ser mantido para toda a vida. Quando isto não acontece com o tempo deveremos afastarmo-nos de tudo o que é torto connosco. De amigos para conhecidos. Sem qualquer compromisso. Custa mas acontece e com o tempo será mais saudável assim.

Este Ano 2009 foi um ano que senti que seria um bocado mau, um ano que não me diria muito pois não conseguirira evoluir ou sentir-me animado, diferente melhor k 2008. Na verdade nunca deveria criar espectativas só nos fazem prender a sonhos que se os obtivermos, enfim... "já está e depois?"
2010 é um Ano totalmente novo para mim pois é um ano em que estou Livre. Tenho o mundo para descobrir. E entusiasma-me este novo espírito de aventura.
Aprendi muita coisa. Controlar-me tem sido dificil mas sinto k evoluí, cresci e estou a crescer. Consigo sentir verdadeiramente o poder limitado que tenho e encontro os meus limites. Nunca me conformando mas Sinto-me esperançoso que melhores ventos virão. Não só dependentes de mim mas de todos que me rodeiam. Se apartida as coisas teem um fim porquê pensar que são imortais! Se Acabam, acabam... n esperem em percorrer um caminho até sentir realmente esse fim que não queriam ver, pois é sofrer desnecessáriamente e a dor MAta!

Logo esperança. Contra o conformismo. Optimismo e um sorriso e Bora Lá VIvERRrr o que teremos ainda para Viver.

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